13 de mar de 2011

“... que a educação deveria ser, na vida dos alunos, uma experiência transformadora que desenvolvesse a criatividade, dando a cada um condições de se libertar da opressão social...”(Florestan Fernandes)



O professor como mediador do conhecimento se depara ao organizar suas atividades para sala de aula, questões de três ordens: como o conhecimento é construído (questão epistemológica); como fazer suas transposições didática (questão metodológica) como atualizar o currículo para dar conta dos termos da atualidade (contemporaneidade do conhecimento escolar).
Discorrendo sobre esta temática, ressaltamos que as atividades escolares precisam modernizar-se. Em pleno século XXI, as atividades educacionais (métodos de ensino, avaliação da aprendizagem e outros) praticadas nas escolas públicas, particulares e até em universidades, são extremamente rudimentares e obsoletas. Há uma necessidade de conscientização com relação a quebrar aquelas posturas “consagradas”, de aulas expositivas, conteúdos seqüenciados, onde o aluno é o ilustre “ausente”.
O despreparo profissional e a de recursos de materiais didáticos, não justifica a concepção de alguns docentes de que, o aluno é um recipiente vazio que poderá gradualmente encher com o que quer, nesta relação de poder, muitas vezes muitos professores fazem uso de ameaças, imposições e até de pressão psicológica.
O modelo que temos hoje da academia e das chamadas posturas tradicional de ensino, conforme a historiografia foi criada para a elite, para burguesia, com o objetivo de formar a classe dominante e manifestar a classe dominada. Segundo Paulo Freire, nós precisamos romper com essas posturas consagradas.
O aluno precisa ser ensinado a pensar, mesmo que o seu pensamento não esteja em harmonia com a do seu mestre. Em 1964, a reflexão e a expressão oral ou escrita foi suprimida ou bitolada a um sistema. Não havia liberdade de expressão, e o “cidadão” deveria ser obediente e bem comportado. Teriam que seguir e cumprir com a cartilha da ditadura militar. Ainda hoje, muitos educandos estão sofrendo de práticas didáticas que reportam ao período em que não havia liberdade de expressão. Se utilizam muitas vezes na sala de aula, de artifícios duma pedagogia imperialista que coage os alunos as vezes com provas, ameaças e autoritarismo, um modelo indubitável de um representante do sistema da burguesia. Centralizam o comando da educação, o futuro dos educandos, nele, pois ele poderá, excluir, elaborar as questões da avaliação, aprovar ou reprovar conforme o seu critério.
Há uma fala que diz: “já que o professor decide as provas como ele quer, eu decido colar como eu quero”. Isto retrata bem, como fica frágil à relação professor / aluno, não havendo clima favorável a aprendizagem.
O educando deve ser compreendido e considerado como ser integral, pertencente a um meio social, político, histórico e religioso, com suas experiências e potencialidades que precisa ser desenvolvida no decorrer da sua existência.
O educador é um terapeuta responsável pela formação da identidade, do educando. Ele é o organizador das experiências do educando, e está engajado no sentido de levar os educandos a quebrar os paradigmas entranhados nas suas vidas.





















BIBLIOGRAFIA


1. BAGNO, Marcos. Pesquisa na escola. Editora Loyola, 7ª edição, São Paulo,
2001.

2. FALZETTA, Ricardo. Escola. Editora Abril, edição 189, São Paulo, 2006.

3. MATOS, Maria Eliana. Coleção Professor Paulo Freire. Editor: Secretaria de
Educação e Esportes, 1ª edição, Pernambuco, 1998.

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